Proposta foi feita por representante do Ministério da Saúde em evento com técnicos de estados da Região Sudeste
O programa de cuidados paliativos implementado no Instituto Estadual do Cérebro Paulo Niemeyer (IECPN) servirá de modelo para o governo federal replicar em outros estados. A convite do Ministério da Saúde, técnicos da Secretaria de Estado de Saúde vão participar de um grupo de trabalho com a União para apresentar a experiência exitosa. O anúncio foi feito no dia 2 de julho, no encerramento da Oficina Regional de Cuidados Paliativos da Região Sudeste, no IECPN.
– É extremamente importante o que o Instituto está realizando. Em um curto espaço de tempo, conseguiram monitorar esses dados e trazer respostas relevantes sobre os cuidados paliativos. Isso permite que alcancemos a equidade, além de entregar um cuidado digno – disse a consultora do Ministério da Saúde, Gabriela Hidalgo.
Em maio de 2025, a Secretaria de Estado de Saúde implantou seu Plano Estadual de Cuidados Paliativos, o que a coloca como uma das pioneiras no Brasil. A segunda versão está sendo construída de forma coletiva com grupo com vários setores da SES-RJ, definindo as diretrizes de atuação em atenção à saúde. Os hospitais estaduais Carlos Chagas, Eduardo Rabello e Ricardo Cruz e o Hemorio são unidades em que o programa já foi implantado.
– São dois anos do serviço de cuidados paliativos voltado para pacientes pediátricos neuro-oncológicos de alta complexidade. Neste período, acompanhamos 40 pacientes. A assistência é baseada no acolhimento e reconhecimento familiar, atendimento clínico, aprofundamento de valores e planejamento antecipado de cuidado. Tudo supervisionado por médico, psicólogo, fisioterapeuta e terapeuta ocupacional. Nosso foco é oferecer um cuidado melhor, digno e humanizado ao paciente para controle de dor e sintomas – explicou o responsável pelo Programa de Cuidados Paliativos do IECPN, Eduardo Carreira Cardoso.
A subsecretária de Atenção à Saúde, Fernanda Fialho, destacou a criação do Instituto do Cérebro, em 2013, e sua importância na linha de cuidado à criança.
– Uma mudança muito impactante foi a ampliação da unidade, o que possibilitou acompanhar o tratamento da criança com câncer do começo ao fim – afirmou Fernanda Fialho.
A funcionária da Subsecretaria de Atenção à Saúde, Ana Carolina, fez um depoimento emocionante ao contar que há três anos realiza, no IECPN, tratamento paliativo. Os cuidados, segundo ela, permitem a manutenção de sua saúde, dignidade, autonomia e qualidade de vida.
– Os cuidados paliativos me devolveram a expectativa de viver. Estou ativa e venho para a quimioterapia e para o trabalho dirigindo. Vim aqui para mostrar o resultado do trabalho de vocês. E para agradecer – declarou Ana Carolina.
O evento foi realizado pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde, pelo Ministério da Saúde e pela Secretaria de Estado de Saúde.
