17:57 - 31 de julho de 2026.

André Corrêa comemora renegociação da dívida do RJ

André Corrêa comemora renegociação da dívida do RJ

 em Política

Acordo abre uma verdadeira janela de oportunidade para os municípios receberem novos investimentos, avaliou o deputado

 

Incansável na luta para equilibrar as contas públicas, o deputado estadual André Corrêa (PSD) comemorou a adesão do Rio de Janeiro ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), mas alertou que a população deve continuar atenta à questão.

De acordo com o parlamentar que liderou a Comissão de Orçamento da Alerj e presidiu mais de uma dezena de audiências públicas sobre a situação financeira do Rio de Janeiro, o acordo é uma vitória contra décadas do que chamou de relação de “agiotagem” entre o governo federal e o estado.

“Para dar dimensão da gravidade do que enfrentávamos, de um empréstimo original de R$ 13 bilhões, o Rio já pagou, ao longo de 27 anos, cerca de R$ 160 bilhões. Mais de 10 vezes o valor contratado. Mesmo assim, o saldo devedor saltou para R$ 206 bilhões”, afirmou o deputado.

 

Estado à beira do colapso

Segundo André Corrêa, o peso dos juros e encargos da dívida vinha comprometendo recursos destinados a áreas como saúde, educação, segurança pública, manutenção de estradas, políticas sociais e pagamento de servidores, aposentados e pensionistas.

Após anos de articulação política e diálogo com o Congresso Nacional e com a União, o estado aderiu ao Propag e deixou o Regime de Recuperação Fiscal. Segundo o parlamentar, a adesão abriu uma janela de oportunidades e trouxe três mudanças principais: a redução de 20% no montante total da dívida, a ampliação do prazo de pagamento e a retirada dos juros considerados abusivos.

Segundo a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), a adesão ao Propag deve reduzir significativamente o pagamento da dívida com a União. O desembolso anual deverá cair de cerca de R$ 9 bilhões para aproximadamente R$ 3 bilhões, enquanto o repasse mensal passará de cerca de R$ 436 milhões para aproximadamente R$ 120 milhões.

 

Vassouras precisa de mais investimentos

“Esse alívio no caixa do estado não pode ficar só no papel. Precisamos garantir que parte desses recursos chegue aos 92 municípios fluminenses e o novo governador que vem aí poderá investir em saúde, educação e infraestrutura — inclusive em cidades como Vassouras”, afirmou Corrêa que recentemente anunciou apoio à candidatura de Eduardo Paes (PSD), para o governo do Estado.

O deputado apontou que o acordo é o que impede o estado de repetir uma trajetória de colapso fiscal e que a sociedade civil, a imprensa e o setor empresarial precisam continuar vigilantes.

Corrêa também citou o desempenho das contas estaduais em 2025, período em que ainda presidia a Comissão de Orçamento da Alerj: o estado fechou o ano com as metas fiscais cumpridas e um saldo em caixa de R$ 1,3 bilhão, resultado que ele atribui ao controle de gastos e ao acompanhamento da execução orçamentária.

O parlamentar mencionou ainda a aprovação, pela Assembleia Legislativa, do novo Refis (PLC 41/25), que deve gerar um reforço de até R$ 3 bilhões aos cofres estaduais. A medida permite que empresas e cidadãos regularizem dívidas com descontos de até 95% em juros e multas, o que, segundo ele, concilia alívio para contribuintes com fortalecimento da arrecadação estadual.

 

Royalties do petróleo

Apesar dos avanços, o deputado chamou atenção para um risco em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF): uma possível redistribuição dos royalties do petróleo entre os estados. Ele afirmou que o voto favorável ao Rio da relatora, ministra Cármen Lúcia, é um sinal positivo — mas que uma decisão desfavorável aos estados produtores poderia representar perdas estimadas em mais de R$ 20 bilhões por ano, comprometendo o pagamento de servidores, aposentados e a prestação de serviços básicos no estado.

Segundo o parlamentar, o tema tem sido acompanhado de perto por parlamentares, técnicos e representantes da sociedade civil, em razão do impacto direto que uma eventual mudança teria sobre salários do funcionalismo, aposentadorias e investimentos em segurança pública e saúde.

 

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