Movimento estudantil puxou manifestação que levou mais de 350 pessoas ao Centro Histórico uma semana antes do segundo turno
A onda de mobilizações populares contra o avanço da extrema-direita e em apoio à reeleição do presidente Lula chegou à região na semana passada. Grandes mobilizações foram registradas em Volta Redonda, Barra Mansa e Barra do Piraí. Em Vassouras, a maior mobilização aconteceu no domingo, dia 18. Em ato organizado por estudantes, mais de 350 pessoas foram ao Centro Histórico apoiar a reeleição do presidente Lula, além de defender a democracia, investimentos na Educação, os projetos sociais criados por governos do PT, como o Farmácia Popular, e os direitos trabalhistas. O deputado estadual eleito André Ceciliano (PT) compareceu à manifestação e destacou a importância da mobilização da juventude.
“A nossa luta unificou, agora é estudante junto com trabalhador”, dizia um dos motes mais entoados pelos manifestantes. Ao lado de profissionais recém-formados, estudantes do Ensino Superior e de escolas secundaristas da cidade, antigos militantes da esquerda vassourense, como a médica Thais Maria Niemeyer da Rocha Monsores. Fundadora do Partido dos Trabalhadores em Vassouras, ela foi candidata à Prefeitura pela legenda em 1992.
Os manifestantes se reuniram no Centro Histórico, nos arredores da Praça Barão de Campo Belo. Munidos de cartazes com frases em defesa da soberania nacional, dos direitos das minorias e em defesa de uma Educação de qualidade. Uma manifestante carregava um exemplar da Constituição. No início da campanha do segundo turno, Flávio Bolsonaro chegou a dizer que teria um Congresso ainda mais à direita que o atual, o que lhe abriria a possibilidade de mudar o texto constitucional. Os manifestantes se revezaram nos megafones em discursos realizados em frente ao laguinho da praça. Em seu discurso, o deputado André Ceciliano destacou a importância da manifestação dos estudantes. “Esse movimento é muito maior que uma coligação partidária. Quando os estudantes vão às ruas, a esperança se movimenta”, afirmou o parlamentar. Ceciliano pediu que o grupo se mantivesse mobilizado e que conversasse com indecisos até domingo. Após os discursos, o grupo saiu em passeata pelas ruas do Centro Histórico, passando pela antiga estação ferroviária, rodoviária Maurício de Lacerda, Rua Abreu Cézar e retornando à Praça Barão de Campo Belo, onde o movimento terminou.

A TRIBUNA DO INTERIOR conversou com uma das organizadoras para entender o que levou os estudantes a se mobilizarem. “O Movimento Vassouras Antifascista nasce com o propósito de somar forças à mobilização nacional do dia 18 de outubro, em defesa da democracia, dos direitos estudantis, trabalhistas e de (r)existência. Entendemos ser vital a união dos trabalhadores e estudantes para lutar por nossa dignidade e a transformação real e objetiva de nossa realidade. A manifestação é entendida por nós como um marco na cidade de Vassouras, que em sua história e atividade turística, exalta sua tradição da cafeicultura e, ao mesmo tempo, esconde os rostos e vozes daqueles que colheram o café com os pés e mãos acorrentados. Nascemos voluntariamente. Entre moradores e estudantes, que organizados, com o apoio da UJS Vassouras, PT Vassouras e PSOL Valença, lutamos e lutaremos em prol de nossa existência”, afirmou uma estudante.
Segundo os militantes, a mobilização não deve arrefecer até as eleições. O objetivo é mostrar o apoio a Lula para evitar o retorno da extrema-direita ao poder no país.
