A prefeita de Vassouras, Rosi, se reuniu com o prefeito de Piraí, Luiz Fernando Pezão, para avançar no diálogo para a construção de uma mobilização regional que busca a adesão de 17 municípios do Sul Fluminense em um movimento conjunto contra os abusos praticados pela concessionária Rio+.
A iniciativa tem como foco as cobranças abusivas e à qualidade insatisfatória dos serviços prestados, exigindo respostas, respeito aos consumidores e melhorias no atendimento à população.
Segundo a prefeita Rosi, trata-se de uma pauta regional, que exige união, firmeza e posicionamento conjunto dos municípios, fortalecendo a defesa dos interesses da população vassourense e de toda a região.
Insatisfação
A precariedade dos serviços prestados pela Rio +, responsável pelo abastecimento de água em Vassouras, está deixando a população em maus lençóis. Moradores se queixam da constante falta de água nas casas e dos valores abusivos cobrados pela Taxa de Tratamento de Esgoto. A população se diz cansada pelo desabastecimento de água deixando as torneiras secas por vários dias. A Taxa de Esgoto é outro item que provoca revolta da comunidade. Embora a tarifa esteja sendo cobrada mensalmente, a concessionária não realiza o tratamento do detrito.
Além disso, a execução das obras da concessionária tem gerado problemas como bloqueio de garagens, obstrução de calçadas e má qualidade no reparo das vias, deixando asfaltos e paralelepípedos em más condições após passagem da empresa.
Privatização
A privatização da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (CEDAE) no Rio de Janeiro ocorreu em abril de 2021, quando foi realizado o leilão que dividiu seus serviços em blocos. Esse processo envolveu a venda de ações da estatal, permitindo que empresas privadas assumissem a distribuição de água e tratamento de esgoto em vários municípios fluminenses, incluindo Vassouras.
Números inflados, prejuízo bilionário e investigações: crise na concessão da Cedae no RJ
O Governo do Estado do Rio de Janeiro, a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) e as empresas privadas que assumiram os serviços de saneamento vivem um dos maiores impasses desde a privatização do setor. A disputa, que envolve bilhões de reais, gira em torno de supostos erros e inconsistências nos dados de cobertura de água e esgoto usados no edital de concessão.
A polêmica já resultou na suspensão de um acordo de R$ 900 milhões pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) e na abertura de inquérito pelo Ministério Público do Rio (MPRJ) para investigar possível prejuízo aos cofres públicos.
Um estudo feito a pedido do BNDES já havia alertado sobre dados superdimensionados antes da concessão dos serviços públicos. O prejuízo estimado ultrapassa R$ 2,7 bilhões, valor que pode impactar diretamente os gastos do Governo do Estado.