13:22 - 1 de abril de 2026.

Restauro da Casa do Barão do Ribeirão reforça pres...

Restauro da Casa do Barão do Ribeirão reforça preservação da história de Vassouras e do Vale do Café pelo Governo Federal

 em Cultura

Símbolo de um dos períodos mais marcantes da história fluminense, o patrimônio arquitetônico de Vassouras ganhou um novo capítulo de preservação no dia 12 de março. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) realizou a entrega oficial da restauração do Antigo Fórum da Casa do Barão do Ribeirão, edifício histórico localizado no Centro da cidade, que passa a sediar o Escritório Técnico do instituto na região.

 

A cerimônia contou com a presença da prefeita de Vassouras, Rosi Silva; do presidente do Iphan, Leandro Grass; da superintendente do Iphan no Rio de Janeiro, Patricia Wanzeller; Kiko Brando, Diretor Geral do Inepac; além de autoridades, representantes de instituições culturais e especialistas ligados à preservação do patrimônio.

 

Conhecida como uma das cidades mais emblemáticas do Vale do Café, Vassouras conserva um dos conjuntos arquitetônicos históricos mais importantes do país. No século XIX, a região se consolidou como um dos principais polos da produção cafeeira brasileira, período que marcou profundamente a paisagem urbana, as relações sociais e a memória cultural local. Muitos dos casarões, praças e monumentos que hoje compõem o centro histórico da cidade nasceram nesse contexto.

 

 

Dentro desse cenário, a Casa do Barão do Ribeirão se destaca como parte dessa herança arquitetônica e histórica. O imóvel, que ao longo do tempo abrigou o antigo Fórum da cidade, passou por um processo de restauração que integrou o conjunto de investimentos realizados pelo Governo Federal por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), voltado à preservação do patrimônio cultural.

 

Ao todo, os investimentos previstos para Vassouras ultrapassam R$ 35 milhões, contemplando ações de restauração de imóveis históricos e preservação de acervos documentais de grande relevância.

 

Durante a solenidade, também foi inaugurada a Sala Mariana Crioula, espaço dedicado à preservação da memória da líder quilombola que se tornou símbolo de resistência negra na região. A iniciativa busca ampliar a narrativa histórica tradicional, valorizando o papel das mulheres negras e das comunidades quilombolas na construção da identidade cultural do Vale do Café.

 

O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (CAU/RJ) esteve presente na cerimônia, representado pela vice-presidente Isabel Rocha e pelo conselheiro William Fernando Gomez.

 

Segundo Isabel Rocha, que atuou por 36 anos à frente do Escritório Técnico do Iphan em Vassouras, a entrega da obra representa a concretização de um processo iniciado há mais de uma década. Ela destacou ainda a articulação que viabilizou a destinação de recursos do PAC das Cidades Históricas para diferentes intervenções no município.

 

Além da recuperação arquitetônica, o projeto também contemplou a preservação de um importante acervo documental dos séculos XIX e XX, composto por registros que ajudam a compreender as relações institucionais e sociais da época.

 

A iniciativa contou ainda com a parceria da Universidade de Vassouras, que colaborou para a preservação do acervo do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), ampliando o alcance das ações de conservação e pesquisa histórica.

 

Com a conclusão das obras, o prédio passa a abrigar o Escritório Técnico do Iphan em Vassouras, além da Biblioteca Municipal e de três secretarias da Prefeitura, reforçando o papel do espaço como ponto de referência para a cultura, a gestão pública e a preservação da memória local.

 

Durante a programação, o Iphan também anunciou novas ações de preservação no município, incluindo a assinatura do Termo de Execução Descentralizada (TED) para o restauro do Museu Casa da Hera e o início das intervenções nos Sete Chafarizes, importantes marcos históricos do centro urbano.

 

As iniciativas reforçam o compromisso com a preservação da história de Vassouras, cidade que permanece como um dos maiores testemunhos vivos do ciclo do café no Brasil e da formação cultural do interior fluminense.

 

 

Fotos: Willian Brito

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