Advogado fez carreira brilhante na Fusve, onde sucedeu Severino Sombra
Vassouras perdeu na manhã da terça-feira, dia 2, um dos personagens mais marcantes de sua história recente. Vítima de um câncer, o advogado Américo da Silva Carvalho morreu após sentir-se mal em casa e ser levado ao Hospital Universitário de Vassouras. Américo fez carreira brilhante na Fundação Severino Sombra, onde sucedeu o próprio fundador como primeiro presidente eleito anos após ter ingressado como servente de pedreiro. Américo Carvalho deixa viúva Maria Lúcia do Val Carvalho, os filhos Paloma e Pablo, quatro netos e uma bisneta. O presidente da Fusve, Gustavo Amaral, decretou luto oficial na Fundação, mantenedora da Universidade de Vassouras e do Hospital Universitário de Vassouras.
O velório de Américo foi realizado no Centro de Convenções General Sombra, no Centro. Empresários, políticos e admiradores compareceram para prestar as últimas homenagens a Américo, mas principalmente funcionários da Fusve de hoje e do passado. Companheiros de Américo, como o professor Antônio Izolani, vice-presidente a Fundação durante a gestão de Carvalho. “Atuamos muito tempo juntos. Sua partida deixa um vazio”, afirmou durante o velório. O presidente Gustavo Amaral esteve presente à cerimônia. Pelas redes sociais da Fusve, Gustavo se manifestou através de uma nota oficial. “Hoje, acima de qualquer coisa, o momento é de reconhecer uma vida de dedicação à Fundação Severino Sombra. (…) A Américo Carvalho, o nosso muito obrigado”.
Américo Carvalho iniciou sua carreira na Fundação como servente de pedreiro. Logo seria notado pelo general que começava a transformar a história da cidade através do sonho de fazer de Vassouras uma cidade universitária. Trabalhando mais próximo do presidente, Américo Carvalho atuou em diversos cargos importantes ao mesmo tempo em que, ouvindo os conselhos do chefe, estudava. Tornou-se advogado, passou pelos Recursos Humanos, liderou o setor financeiro. Com a morte de Sombra, em 2000, tornou-se o primeiro presidente eleito pelo Conselho Eleitor da Fusve – Severino Sombra foi presidente vitalício da instituição que criou.
A carreira na Fusve foi o grande orgulho da vida de Américo, um vassourense típico, apaixonado pela família e pelo Botafogo de Futebol e Regatas. No Rotary Club também foi líder, chegando a presidir a instituição. A ascensão de Américo na Fusve virou enredo de escola de samba. A Unidos do Madruga contou a sua história no icônico desfile de 2002.
Após alguns anos, Américo Carvalho acumularia também a função de Reitor. Ele seguiu na presidência da Fusve até 2012, quando perdeu a eleição para Marco Capute. Sentiu a derrota, mas não se afastou da Fundação. Seguiu como conselheiro e presidiu, por exemplo, a eleição realizada um mês a morte de Capute, que alçou Gustavo Amaral à presidência.
Américo Carvalho foi sepultado no final da tarde fria da terça-feira, dia 2, no Cemitério Nossa Senhora da Conceição, em uma cerimônia simples, cercada de amigos, colegas de trabalho, lideranças da Fusve e aplausos de ex-alunos que só se formaram graças ao seu apoio.
Gustavo Amaral destacou respeito mútuo em nota oficial
O administrador Gustavo Amaral, que decretou luto oficial na Fusve, se manifestou através de uma nota oficial sobre a morte de Américo Carvalho. No texto, Amaral destaca o respeito mútuo entre os dois e o apoio de Carvalho à sua eleição para o cargo.
A nota, na íntegra:
“Recebi, com imensa tristeza, a notícia do falecimento do ex-presidente Américo da Silva Carvalho.
Advogado, liderança do Rotary Club, Américo construiu uma carreira vitoriosa em nossa instituição. Ingressou na empresa atuando na construção civil e, pelo voto de nossos conselheiros, chegou à Presidência sucedendo a Severino Sombra de Albuquerque. Dedicou a maior parte de sua vida à Fundação.
Desde muito novo convivi com Américo Carvalho. Seria impossível para um vassourense da minha idade não notar a importância dele para a Fundação e para Vassouras. Nos últimos anos, estivemos próximos graças às reuniões dos conselhos da Fusve. Ainda que em algum momento estivéssemos em campos opostos em questões internas da Fundação, construímos uma relação de admiração e respeito mútuos. Como eleitor, ele apoiou a minha candidatura à Presidência. Como conselheiro mais antigo, coube a ele presidir o pleito que me concedeu a honra de suceder Marco Capute.
Hoje, acima de qualquer coisa, o momento é de reconhecer uma vida de dedicação à Fundação Severino Sombra. Estamos de luto.
A familiares e amigos, o nosso sincero pesar.
A Américo Carvalho, o nosso muito obrigado”.