Evento reuniu especialistas, pesquisadores e representantes de instituições para debater a conservação da memória, da arte sacra e dos bens históricos da Igreja
A Diocese de Valença esteve representada na terceira edição do Seminário Patrimônio Histórico e Cultural Católico do Rio de Janeiro, promovido pela Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro entre os dias 27 e 31 de julho. Com o tema “A Igreja, a cidade e a memória: preservação e futuro do patrimônio histórico no Rio de Janeiro”, o encontro reuniu especialistas, pesquisadores, representantes do poder público, universidades e instituições culturais para discutir estratégias de preservação do patrimônio religioso.
Realizado na histórica Igreja Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé, o seminário contou com a participação do padre José Antonio da Silva, representante da Diocese de Valença. A programação incluiu conferências, mesas-redondas, visitas técnicas e debates sobre restauração de igrejas e acervos, gestão cultural, museologia, arte sacra, educação patrimonial, políticas públicas, financiamento de projetos e revitalização de centros históricos.
Durante o evento, padre José Antonio reforçou o compromisso da Diocese de Valença com a valorização e a preservação do patrimônio eclesiástico. Sua participação contribuiu para a troca de experiências entre dioceses e instituições, fortalecendo iniciativas voltadas à salvaguarda da memória, da identidade e da missão evangelizadora da Igreja.
“Participo desse terceiro seminário, por diversos motivos. Um deles é o fato de podermos estar em contato com engenheiros, arquitetos, restauradores, antropólogos, pessoas envolvidas com a arte, museologia, e isso é fundamental para pensarmos na manutenção, conservação e restauro do nosso patrimônio. Esse seminário está sendo uma grande oportunidade de capacitação para que possamos melhor servir a igreja, cuidando dos patrimônios históricos, culturais e religiosos”, ressaltou padre José Antônio.
O curador da Comissão de Preservação do Patrimônio Histórico e Cultural da Arquidiocese do Rio de Janeiro, padre Silmar Alves Fernandes, destacou a importância da conservação dos bens da Igreja. Segundo ele, preservar esse patrimônio significa “proteger a memória viva da fé e da evangelização, expressa em templos, imagens, documentos e objetos litúrgicos que testemunham a história da Igreja e da sociedade”.
Ao longo de cinco dias, o seminário promoveu reflexões sobre a importância da cooperação entre a Igreja, universidades, órgãos públicos e instituições culturais para fortalecer uma agenda permanente de preservação do patrimônio histórico e cultural católico. A iniciativa reafirmou o papel da Igreja como guardiã de um dos mais relevantes legados artísticos, religiosos e culturais do país.
Consolidado como um importante espaço de formação, diálogo e cooperação, o seminário incentivou ações conjuntas para a conservação do patrimônio religioso, reconhecido como parte essencial da história, da cultura e da identidade do povo brasileiro.
