10:28 - 21 de agosto de 2026.

‘Essa medalha pertence também à minha querida Vass...

‘Essa medalha pertence também à minha querida Vassouras’

 em Vassouras

Emocionado, Gustavo Amaral divide Medalha Tiradentes, maior honraria fluminense, com memória dos pais e de Capute e os companheiros de trabalho na Fusve

 

O presidente da Fundação Severino Sombra, administrador Gustavo Amaral, recebeu a Medalha Tiradentes na noite desta sexta-feira, dia 14, no Centro de Convenções General Sombra, em Vassouras. A medalha é a principal honraria oferecida pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro a personalidades com relevantes serviços prestados à sociedade fluminense. A honraria, aprovada pelo plenário da Alerj, foi proposta pelo deputado estadual Gustavo Tutuca (PP), que esteve em Vassouras para fazer a entrega da medalha. A cerimônia foi prestigiada pela prefeita Rosi Silva (PP), por lideranças da Fusve, como o vice-presidente Cláudio Medeiros Guimarães e o reitor da Universidade de Vassouras, Marco Antonio Soares de Souza.

 

O deputado estadual Gustavo Tutuca justificou a indicação de Gustavo Amaral por conta de sua atuação à frente da Fusve. “Gustavo Amaral atuou ao lado de Marco Capute na recuperação da Fundação Severino Sombra. Com a morte do Marco, assumiu a missão de substituí-lo e vem desenvolvendo um ótimo trabalho à frente de um importante vetor de desenvolvimento de Vassouras e da região. Apresentei a indicação e ela teve aprovação unânime. Gustavo Amaral é uma personalidade que faz a diferença no estado do Rio de Janeiro. É muito merecedor desta honraria”, discursou Gustavo Tutuca. A prefeita Rosi Silva foi na mesma linha, afirmando que o município de Vassouras também se sente honrado com a homenagem a um vassourense que se destaca na gestão da Fusve. “Eu fico orgulhosa de estar vivendo isso como prefeita e ter visto o início desta caminhada, lá atrás, quando Marco Capute convidou Gustavo Amaral para atuar com ele na recuperação da Fundação”.

 

Gustavo Amaral disse que pretendia falar de improviso, mas o medo de ser traído pela emoção o fez escrever o discurso. “Eu imaginava o que estava por vir, com a Margarida lembrando de momentos que me emocionariam”, afirmou o homenageado, citando a sua própria trajetória, apresentada por Margarida Nóbrega, cerimonialista da solenidade. Amaral tentou, mas não conseguiu se desvencilhar da emoção e foi às lágrimas em várias ocasiões: quando lembrou da morte prematura do pai e do irmão mais velho, da dedicação da mãe, de toda trajetória ao lado de seu antecessor na presidência da Fusve, engenheiro Marco Capute, da companheira de vida, a esposa Soraya, e de cada um de seus quatro filhos.

 

 

Emocionado, Gustavo Amaral afirmou que recebia a honraria com “orgulho e gratidão”, mas que muito mais que uma conquista pessoal, enxerga a Medalha Tiradentes como uma construção coletiva. “Perdi meu pai muito cedo. Eu era o irmão mais novo, tinha seis anos, e pude acompanhar de perto o zelo de minha mãe, uma mulher extraordinária, que ficou viúva aos 44 anos. Dedicou sua vida a nos criar e a ela eu devo o homem que sou hoje”, afirmou. De Marco Capute, Gustavo disse que recebeu “um legado, não só um cargo”. Ele lembrou a luta que trava à frente da Fusve para trazer para o Brasil a protonterapia, que vai revolucionar o tratamento oncológico no país, como resposta à sua angústia diante dos limites da Medicina. “Essa Medalha Tiradentes pertence à memória do meu pai, da minha mãe, à memória do Marco Capute, ao conselho-gestor da Fusve, a cada um dos nossos colaboradores. Pertence à nossa querida Vassouras”.

 

Gustavo Oliveira do Amaral é administrador de empresas, formado na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, pós-graduado em Controladoria, Auditoria, Gestão e Governança pela Universidade de Vassouras e Fundação Getúlio Vargas.  Filho de Marino Amaral e Lucinha Oliveira, herdou dos pais o jeito para os negócios. Começou a trabalhar na juventude. Assumiu os negócios da família em 1994, na mesma época em que começou a construir sua própria trajetória empresarial, com atuação no setor de combustíveis, transporte de cargas perigosas e consultoria. Em 2012, a convite de Marco Capute, ingressou na Fundação Severino Sombra com a missão de enfrentar uma de suas maiores crises. Participou diretamente da reconstrução da Fundação. Após a morte de Capute, vítima de um câncer, assumiu a presidência da Fusve em janeiro de 2023, eleito por unanimidade pelo conselho eleitor.

 

Como gestor, Gustavo deu sequência à expansão da Fusve e celebrou, este ano, a inauguração do novo complexo hospitalar da instituição, com o Hospital Universitário Marco Capute e o HMC Private. A Fundação se prepara para, com a implantação do Centro de Protonterapia Mario Kroeff, revolucionar o tratamento oncológico no país. Com cooperação técnica do INCA e tecnologia belga, o projeto trará para o Brasil de maneira pioneira a radioterapia por feixe de prótons de alta precisão.

 

 

 

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