10:40 - 21 de agosto de 2026.

Sentimento que não pode parar

Sentimento que não pode parar

 em Vassouras

Cruzmaltinos lotam pousada para celebrar amor ao clube em mais uma Bacalhoada da Família Vascaína

 

“Casaca, casaca, a turma é boa, é mesmo da fuzarca”. Os versos da música cantada pela primeira vez na década de 1920, quando nem o estádio de São Januário havia sido construído, ecoaram, como manda a tradição, na bela mansão na Carvalheira que abriga a Pousada Vila Palmar. Cruzmaltinos de Vassouras lotaram o espaço no domingo, dia 16, para celebrar o amor pelo Clube de Regatas Vasco da Gama, na décima sexta edição da Bacalhoada da Família Vascaína, organizada mais uma vez por Alex Rocha.

 

Mais de 100 ingressos foram vendidos, mostrando que não há momento ruim que abale o amor do vassourense pelo clube da Colina. Este ano, o convidado especial do evento foi Sorato, atacante responsável pelo gol que garantiu o segundo título brasileiro ao clube, em  1989, contra o São Paulo, no Morumbi. Na época, a vitória por 1 a 0 no sábado, 16 de dezembro, véspera do segundo turno da primeira eleição presidencial em quase 30 anos no país, tornou desnecessária a partida de volta no Rio. Sorato conversou, tirou fotos, deu autógrafos e resenhou muito com os apaixonados vascaínos.

 

Se em campo hoje a situação é muito diferente da vivida em 1989, a animação dos vascaínos na Vila Palmar deixou claro que, fora das quatro linhas, o amor pelo cruzmaltino é um sentimento que, como diz a música lançada pela torcida já na época das vacas magras, não pode parar. O movimento na pousada começou cedo, antes do meio-dia e, aos poucos, o espaço foi tomado por torcedores apaixonados de diversas gerações. A organização realizou o tradicional sorteio de produtos licenciados pelo Vasco da Gama, exibiu vídeos de conquistas antigas do clube e o hino composto por Lamartine Babo foi entoado a plenos pulmões em diversas ocasiões.

 

Entre os presentes, famílias inteiras. Gerações que acompanharam de perto o surgimento de Romário nos anos 1980, o gol de Juninho Pernambucano na semifinal da Libertadores de 1998 em pleno estádio Monumental, na Argentina, ou que cresceram ouvindo pelo rádio os gols de Roberto Dinamite. Destaque para o servidor público aposentado Antônio Calixto. Apaixonado pelo Vasco desde os tempos em que acompanhava o clube da Colina pela Rádio Nacional, Calixto compareceu à Bacalhoada dias antes de completar 99 anos. Fã do Expresso da Vitória, para muitos o maior Vasco da história, base da seleção brasileira vice-campeã do mundo em 1950, Calixto prepara a celebração de seu centenário em grande estilo. O local da festa? A Barreira do Vasco, claro.

 

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Veja também