Unidades exalavam mau cheiro e eram responsáveis pela proliferação de moscas; vídeos que circularam nas redes sociais mostram animais mortos na granja
O prefeito de Pinheiral, Luciano Muniz, conversou com a redação da TRIBUNA DO INTERIOR sobre a interdição de duas unidades da Granja Rica – Reginaves Indústria e Comércio de Aves, em Barra do Piraí. A medida, fruto de uma ação realizada dia 26 de janeiro pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), foi comemorada pelos moradores de Pinheiral, município vizinho, que eram os que sofriam, há anos, com o mau cheiro intenso e a proliferação de moscas na região.
De acordo com o prefeito, a ação representa uma vitória da população, que convivia com transtornos e riscos à saúde pública. “A interdição da Granja Rica, na divisa dos dois municípios, representa um avanço importante para Pinheiral, cuja população era a mais prejudicada devido à proximidade de casas com as unidades. Estamos falando de uma luta antiga da nossa população, que por anos conviveu com mau cheiro, proliferação de moscas e prejuízos à saúde pública. Desde o início, a Prefeitura não mediu esforços para buscar uma solução junto ao Governo do Estado”, destacou Luciano Muniz.
As unidades interditadas fazem parte de um conjunto de oito granjas que operavam sem licenciamento ambiental, em desacordo com a legislação vigente. As multas aplicadas podem ultrapassar R$ 2 milhões. A operação é resultado de um processo iniciado pelo Inea em 2025, após diversas reclamações da população sobre mau cheiro persistente e proliferação de insetos, especialmente moscas.
Entre as irregularidades, a fiscalização constatou ausência de licença ambiental, captação irregular de recursos hídricos, emissão de poluentes atmosféricos pela queima de resíduos animais, contaminação do solo por resíduos oleosos provenientes de gerador, além de maus-tratos aos animais e proliferação de insetos sem controle de vetores, gerando riscos à saúde pública.
Vídeos mostrados pelas redes sociais revelam ainda uma grande quantidade de animais mortos, doentes e em condições precárias, na granja. Segundo o INEA, antes da interdição foram realizadas vistorias, reuniões com representantes da empresa e notificações com exigências, além da proposta de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que não foi cumprido dentro do prazo de 90 dias estabelecido.
A ação do órgão ambiental estadual foi acompanhada pelos diretores do Inea, Rodrigo Regis e Juliana Ávila, equipes técnicas, com visitas às unidades de Dorândia e Vargem Alegre. O prefeito Luciano Muniz e o secretário municipal de Ambiente e Sustentabilidade de Pinheiral, Fábio Nogueira, também estiveram presentes.
