09:34 - 3 de novembro de 2026.

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Academia de Letras de Vassouras celebra 27 anos de história e resistência cultural

 em Cultura

A Academia de Letras de Vassouras (ALV) comemorou, no último dia 24, seus 27 anos de história, em uma cerimônia marcada pela valorização da cultura, da literatura e da memória do município. O evento reuniu personalidades e diversos membros da comunidade, celebrando a trajetória da instituição e sua contribuição para a preservação do patrimônio cultural vassourense.

A abertura ficou a cargo do presidente da entidade, o professor e historiador Hamilton Moss de Souza, que destacou a importância da Academia como símbolo de resistência cultural ao longo de quase três décadas.

“Muita coisa mudou no mundo. Mas aqui, esta casa permaneceu. Permaneceu como ponto de encontro da palavra, da história e do pensamento. Vinte e sete anos formando leitores, revelando escritores, guardando a memória da nossa cidade e projetando o nome de Vassouras para além das suas montanhas”, ressaltou.

 

Homenagem à fundadora

Parte das comemorações foi dedicada à historiadora Lielza Lemos Machado. Ao destacar a importância de sua contribuição para a criação e consolidação da instituição, Hamilton Moss de Souza ressaltou o papel fundamental de Lielza na construção desse espaço dedicado à cultura e ao conhecimento.

“Se esta Academia tem alma, a alma é ela”, afirmou o presidente, lembrando que a história da entidade começou na residência da historiadora, onde surgiram as primeiras iniciativas para tornar o projeto uma realidade.

“A ALV começou na casa da dona Lielza, que possibilitou o nascer desta importante entidade para a cultura da nossa cidade”, acrescentou.

Natural de Miracema, no Norte Fluminense, Lielza Lemos Machado mudou-se ainda menina para Vassouras, cidade que adotou como sua. Sua trajetória é marcada pela dedicação à história, à literatura e à preservação da memória regional, contribuindo para que novas gerações tenham acesso ao conhecimento e à riqueza cultural do município.

Além de membro fundadora da Academia de Letras de Vassouras, Lielza integra a Associação dos Amigos da Casa de Cultura de Vassouras, o Instituto Histórico e Geográfico e a Academia Brasileira de Estudos e Pesquisas Literárias, em Brasília.

Entre suas obras publicadas estão Roteiro Turístico de Vassouras (1987), Imagens de Vassouras (1994), o romance A Mansão do Repatriado (1995), Vassouras, recanto histórico do Brasil (2000) e o livro de contos Apenas um Olhar (2001).

 

Olhar voltado para o futuro

Além de celebrar a história da instituição, a solenidade também foi marcada por uma reflexão sobre os próximos passos da Academia. Para Hamilton, um dos principais desafios é aproximar a entidade das novas gerações, ampliando o acesso à literatura e incentivando a participação de jovens escritores e leitores.

“Nossas portas estão abertas e o futuro da nossa Academia é ser mais jovem. Trazer o estudante da escola pública, o poeta do bairro, a menina que escreve no caderno escondido”, destacou.

O presidente também defendeu a ampliação das atividades culturais para além da sede da instituição, com iniciativas que aproximem a Academia do cotidiano da população.

“O futuro é ser mais viva. Sair destas paredes e ir para as praças, para as escolas, para as redes. Fazer saraus, oficinas, podcasts, concursos”, afirmou.

 

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