23:13 - 28 de maio de 2024.

Em evento emocionante, Fusve homenageia Marco Capu...

Em evento emocionante, Fusve homenageia Marco Capute

 em Vassouras

Um dos legados do engenheiro que presidiu a Fundação, Centro de Convenções reverenciou gestor que liderou retomada da instituição

Não faltam motivos para o vassourense lembrar, por muito tempo, que a principal empregadora do município, a Fundação Educacional Severino Sombra, responsável pela Universidade de Vassouras e pelo Hospital Universitário, referência na cidade e em toda região, tem a gestão de Marco Capute como um divisor de águas. Em pouco mais de dez anos na presidência da instituição, Capute deixou para trás a crise financeira, gerou novos postos de trabalho e expandiu a Fusve. O mais icônico dos exemplos da gestão de excelência de Capute talvez seja o moderno Centro de Convenções General Sombra, instalado pela ousadia do engenheiro na área central da Cidade. E foi ali, no espaço que só a mente de um vassourense fora da curva poderia propor, que a Fusve homenageou seu presidente inesquecível. Palco dos maiores eventos de Vassouras desde a sua inauguração, o CCGS abriu as portas para um ato ecumênico em homenagem a Marco Capute na noite da quarta-feira, dia 8.
O ato, organizado pela Fusve, foi marcado pela emoção. E pela diversidade. Três lideranças religiosas dividiram a parte inicial do ato: o pastor Cristiano Alves, o representante do Centro Espírito Jesus Maria José, José Ronaldo Teixeira Coelho, e o padre José Antônio da Silva, pároco da Matriz de Nossa Senhora da Conceição. Alves, que é enfermeiro do Hospital Universitário de Vassouras e participou diretamente do tratamento de Capute no final de sua luta contra o câncer, lembrou das demonstrações de fé do amigo. “Eu sempre levava comigo um óleo ungido e a gente orava juntos. No dia que ele foi internado, ele pediu pra mim este óleo. E ali eu fiquei mais tranquilo, ficou claro para mim que ele havia aceitado Jesus como salvador”, afirmou. Para José Ronaldo, a alma de Marco neste momento está sendo tratada, cuidada, para poder reencarnar e seguir o seu caminho, atuando em prol da sociedade ou simplesmente ajudando a iluminar os caminhos da Fundação e de Vassouras. Padre José Antônio afirmou que Marco Capute foi “o ecumenismo em pessoa” e reiterou a sua importância para a Cidade e região.
Durante o evento, discursaram parentes, amigos e colegas de trabalho de Marco Capute. Coube à Orquestra do Centro Universitário Barra Mansa (UBM) dar ainda mais brilho ao evento, que contou com a voz potente da vassourense Glasiele Valvano, que interpretou Ave Maria de Gounod, entre outras composições. Colega de Marco na Petrobras, Andurte de Barros Duarte Filho testemunhou como o talento do amigo fez com que ele tivesse uma carreira vitoriosa na Petrobras. “Marco Capute era um gladiador. E sua espada era o seu raciocínio rápido. Foi com este raciocínio rápido que ele conseguiu que um projeto seu fosse aprovado pelo Conselho de Administração da Petrobras e evitou que o país, nos tempos do presidente Fernando Henrique Cardoso, sofresse com o apagão. O uso das termoelétricas foi ideia dele, projeto desenvolvido por ele”, recordou-se. Duarte Filho lembrou ainda a importância de Marco para que o país passasse a contar com o gás natural veicular.
Lindalva Medeiros lembrou de um Marco que pouca gente conheceu. “A maioria dos que estão aqui conheceu um Marco consagrado. Nós somos amigos desde a juventude dele. Foi ele quem me apresentou ao meu marido. Íamos todos juntos para Coroa Grande de kombi velha. Quando tivemos uma filha, o Marco nos deu seu único carro, um Fusca, porque disse que precisávamos mais que ele”, contou, levando muita gente às lágrimas. O clima foi de emoção, mas não de tristeza. Era esse o pacto proposto pela organização do evento logo em seu início, anunciado pela voz de Margarida Nóbrega. “Vamos fazer um trato: vale até se emocionar. É impossível falar de Marco Capute sem emoção. Mas nada de tristeza. Hoje o nosso objetivo é homenagear um homem vitorioso, visionário, feliz. É com a pegada de Marco Capute que queremos realizar este ato”. A psicóloga Tereza Ykeda, presente ao evento, afirmou: “Várias vezes, quando eu notava que seria tomada pelo choro, eu me lembrava do trato”.
Parceiros de Marco Capute na recuperação da Fusve, discursaram o vice-presidente Cláudio Medeiros e o reitor da Universidade de Vassouras, Marco Antonio Soares de Souza. Gustavo Amaral, amigo, vice-presidente e agora sucessor de Capute na Fusve, afirmou que Marco exercia a fé de uma maneira impressionante e genuína. “Mesmo não sendo um homem religioso, ele exercia a sua fé de uma maneira impressionante. Muitas vezes a gente elogiava uma decisão dele, que a gente até tinha dificuldade de entender e que dava certo e ele dizia que era obra de Deus, que era para a gente colocar aquilo na caixinha dos milagres”. A fé de Marco na recuperação da Fusve, por exemplo, fez com que ele investisse, revelou Gustavo, nada menos que 3 milhões e oitocentos mil reais, do próprio bolso, na recuperação da Fundação.
Além da emoção, o evento foi marco por causos, lembranças engraçadas a respeito da personalidade de Capute. Luiz Capute, filho do presidente da Câmara José Maria Capute, falou em nome dos irmãos e sobrinhos, ao lado das tias Magda e Ana Claudia. “Aprendi com o meu tio a exercitar a empatia, a olhar para as pessoas em situação mais vulnerável. Ele foi o meu padrinho, aprendi muito com ele. Eu estava em São Paulo, trabalhando, e ele me ligava me chamando para vir pra cá ver o Flamengo. Ainda bem que neste último ano eu pude estar mais perto do meu tio, ter aproveitado mais a presença dele”.
Filhos de Marco, o empresário Júlio e a advogada Yolanda Capute subiram ao palco no final do ato. Yolanda, que vive na Cidade e atua na Fusve, agradeceu aos presentes a bela homenagem ao pai. O carioca Julio disse que custou a entender o que movia o pai a aceitar o desafio de presidir a Fundação. “Eu nunca entendi. Dizia a ele: a Fundação está falida, o que você vai fazer lá? Só entendi quando ele me chamou a Vassouras, e eu fui com ele ao supermercado, à rua. Vi gente com o crachá da Fundação. Gente orgulhosa. Ainda disse a ele: já entendi. Vassouras é a sua Gotham City e você é o Batman”.
Viúva de Marco, Ana Paula Ribeiro também agradeceu aos presentes. Disse que chorou e sorriu várias vezes durante o ato, sentindo a presença e até ouvindo a voz de Marco Capute. Comentou que Marco sempre sonhava muito com um anjo de asas grandes. “Ele dizia que era um Arcanjo. Ele sempre tinha sonhos com esse anjo. E é assim que eu o vejo hoje: um anjo de asas grandes, protegendo Vassouras e a Fundação”.

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