14:16 - 24 de maio de 2024.

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Exposição “África de Todos Nós” atrai visitantes para o Centro Cultural Cazuza

 em Cultura

Instituto D’ORBIGNY expõe peças genuínas que narram histórias 

 

 

Março começa com mais um evento imperdível em Vassouras: a Exposição “África de Todos Nós”, do Instituto D’ORBIGNY. Entre os dias 2 a 13, estarão expostas, no Centro Cultural Cazuza, peças genuínas que narram histórias fascinantes e revelam a essência de diferentes regiões.

 

Com entrada franca, o visitante poderá degustar de um passeio pela história, identificando alguns traços da nossa ancestralidade em peças do cotidiano de povos originários do continente africano. A exposição está aberta ao público às segundas-feiras, das 13h às 17h. De terça a sexta-feira, as visitações podem ocorrer das 9h às 12h e de 13h às 17h. Aos sábados, domingos e feriados, das 9h às 15h30.

 

EXPOSIÇÃO

Quartinha: tipo de vasilhame em cerâmica ou louça usado em rituais do candomblé e da umbanda, no qual se deposita água sagrada, água purificada ao Orixá e que fica ao lado do assentamento do Orixá.

 

Brajá: é um ornamento feito com búzios brancos arranjados em cordões trançados, intercalados com miçangas, que juntos representam as escamas de uma serpente. Como os búzios eram, em parte da África, usados como moeda, os brajás representariam o poder ostentado.

No Brasil, os brajás são usados por Babalorixás, Ialorixás, Ogãs, Equedes, e pessoas com maior status Candomblé.

 

Caxixi: ou dikasá, é um tipo de chocalho, como um cesto de palha, originário do antigo Reino do Congo, povo Bantu, usado em rituais e cerimônias como marcador de ritmo.

No Brasil é usado em rodas de capoeira em utilização conjunta com a vareta.

 

Laguidibá:  Lagdibá, ou contas-de-Omulu, é um cordão de contas de chifre em forma de pequenos discos alinhados, sendo no Brasil usado por Babalorixás, Ialorixás, Ogãs, Equedes, e pessoas de maior posição social no Candomblé de todas as nações.

 

Figas: são amuletos, sobretudo em madeira, usados para proteção sendo utilizados tanto como adereços na indumentária pessoal quanto como objetos domésticos.

 

Enxó: é uma ferramenta, usada no trabalho com madeira. Há variações para outros tipos de uso. Sua origem étnica é provavelmente da Tanzânia.

 

Fragmento de flecha: Fragmento de flecha com ponta de ferro de origem étnica não identificada.

 

Punhal de madeira: de origem étnica não identificada, provavelmente nigeriana.

 

Cachimbo: produzido com chifre, madeira, miçangas e cerâmica, da África do Sul, provavelmente do povo Bantu, usado pelos homens mais velhos.

 

Descanso de Cabeça Pigmeu: os descansos de cabeça são frequentemente comuns na África Oriental, entre os Pigmeus, de Uganda.

Trata-se de um artefato de uso pessoal associado a uma alta posição social, com poderes mágicos, como o dom da adivinhação. Normalmente pertenciam a membros mais velhos das tribos.

 

Descanso de Cabeça Turkana: produzido manualmente em uma única peça de madeira, decorado com imagens de animais como elefantes, girafas, cobras, búfalos, veados, dentre outros. Provavelmente essa peça pertencia aos Turkana, grupo étnico no norte do Quênia.

 

Bastão totêmico: origem de Gana, étnica imprecisa, usado pelos homens mais velhos da tribo.

 

Presa de Marfim: um dos grandes símbolos da África, o marfim corresponde a presas de elefantes, que chegam a pesar 60 quilos cada. A cobiça pelo marfim foi e continua sendo a principal causa da morte de milhares de elefantes para suprir o mercado mundial ao longo de séculos de exploração.

Os elefantes africanos  são do sul do Saara e atualmente estão em vias de extinção. Esta peça foi, há mais de 50 anos, retirada de um elefante naturalmente morto.

 

 

Estatueta Massai: estatueta em madeira oriunda da África Oriental, precisamente Tanzânia, esculpida em madeira, representando busto de um jovem da etnia Massai.

 

Estatueta Makonde: escultura da etnia Makonde, da Tanzânia, feita em uma única peça de ébano africano, também conhecido como Mpingo ou pau-preto (Dalbergia melanoxylon), representando uma mãe grávida carregando uma criança às costas.

 

Estatueta Makonde: escultura pertencente a etnia Makonde, grupo étnico bantu que vive no sudeste da Tanzânia e no nordeste de Moçambique e em parte do Quênia. Os Makondes sempre resistiram a serem conquistados por outros povos africanos, por árabes e por traficantes de escravos. Não foram subjugados pelo poder colonial até a década de 1920. São exímios escultores em ébano africano, também conhecido como Mpingo ou pau-preto (Dalbergia melanoxylon), sendo a sua arte conhecida mundialmente.

 

Estatueta Makonde: escultura pertencente a Tribo Makonde, da Tansânia, feita em uma única peça de ébano africano, também conhecido como Mpingo ou pau-preto (Dalbergia melanoxylon), representando provavelmente pai e filho retirantes.

 

Escultura de girafas: peça que representa duas girafas com pescoços entrelaçados esculpida em uma única peça de madeira. Originária provavelmente da etnia Malasi, Tanzânia, significando os laços eternos.

 

Soniok: o Soniok é um colar feito de missangas de diferentes cores e suporte metálico usado na etnia Pokot, originalmente do Quênia, por meninas circuncidadas e mulheres casadas, desde o momento em que deixam o isolamento da circuncisão. A circuncisão feminina é uma prática tradicional em diversos países e é entendido pelo mundo ocidental como um tipo de mutilação.

 

Tapa-sexo Turkana: esse tapa-sexo constitui uma saia da etnia Turkana, norte do Quênia, feita de couro de antílope e contas, para ser usada por uma jovem para cobrir suas partes íntimas. Normalmente são acompanhadas de colares Soniok.

 

 

Manillas tipo Okpoho: essas manillas (manilhas) provenientes do sudeste da Nigéria, são pulseiras e faixas de cobre, também utilizadas como forma de dinheiro-mercadoria até finais da década de 1940.

Na cultura popular, estão particularmente associados ao comércio atlântico de escravos e tornou-se a forma de dinheiro usada na África Ocidental, tornando-se a forma de troca aceita, usada predominantemente durante a escravidão entre os portugueses e posteriormente entre os britânicos e franceses que colonizaram a África para exploração e comércio.

 

Boneca da fertilidade Namji: bonecas da fertilidade são usadas para garantir uma boa fertilidade à menina e prepará-la para o seu futuro papel de mãe. São relativamente comuns entre culturas africanas, como esta da etnia Namji, do norte dos Camarões. Esta é feita de madeira e ricamente adornada com contas e búzios.

 

Máscara de barriga: as principais funções de uma máscara são disfarce, símbolo de identificação, transfiguração, representação de espíritos da natureza, deuses, antepassados, rosto de animais, participação em rituais e interação com dança ou movimento.

Esta máscara de barriga, feita com casco de tartaruga, aros de metal e fibra vegetal, como outras, simboliza a fertilidade e seu desejo, usada assim com instrumento mágico-religioso para proporcionar a gravidez. Origem étnica provavelmente do povo Bantu.

 

Tambor Sonufo: tambor tipo cariátide-feminino em madeira produzido pela etnia Sonufo, localizada na África Ocidental, em Mali, Burquina Fasso, Costa do Marfim e Gana.

Esta peça representa uma mulher de posição social equilibrando uma carga na cabeça e celebra a proeminência das mulheres na sociedade Senufo, onde atuam como fundadoras de família e mediadoras e guardiãs espirituais. Apresenta desenhos que aludem ao conhecimento e ao poder dos adivinhos. Este tambor em particular pode ter sido tocado por uma mulher durante funerais comemorativos.

 

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